sexta-feira, 13 de setembro de 2013

A INDIGNAÇÃO VINDA DO BRASIL...



Esta manifestação de repúdio, feita no Brasil, dever-nos-ia fazer pensar. Por cá, passeiam-se estes senhores que deslapidaram e conduziram o País à desgraça em que se encontra e batem palmas. Daqui a mais uns dias vamos assistir a manifestações de júbilo pelo vencedor das eleições, com arruadas e automóveis com bandeiras partidárias a tocar as buzinas. Porquê só no Brasil assistirmos a esta indignação? Porquê, por cá, não se faz o mesmo que lá, por terras de Vera Cruz? O que se passa connosco, povo sereno, demasiado sereno perante as atrocidades em que estamos a ser vítimas, neste lado do mar? Uma grande salva de palmas para os portugueses que, no Brasil, ousaram afrontar e, em representação de cada um de nós, mostraram a sua coragem ao dizerem, cara-a-cara, o que sentem a quem se aproveita do poder para beneficio próprio. 
Por outro lado, esta homenagem mostra-nos a bandalheira em que caiu o universo das comendas honoríficas. Nos dias que correm atribuem-se medalhas a qualquer um sem qualquer critério de análise objectiva de separar o trigo do joio. O que interessa não é o relevar do feito mas antes o preencher de um programa, vazio de valor moral e ético, em que a entidade que homenageia, pela importância atribuída publicamente, se sente no lugar do homenageado. É uma espécie de siga a festa porque o espectáculo não pode morrer.

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