sábado, 1 de outubro de 2016

HOJE, ENCONTRO DE CONCERTINAS NA BAIXA





SÁBADO, DIA 01 DE OUTUBRO, 21 HORAS, PRAÇA 8 DE MAIO, COIMBRA”

“S
eguindo o exemplo do ano passado, que foi um grande êxito como devem estar recordados, estamos a preparar mais um GRANDE ENCONTRO DE CONCERTINISTAS na Baixa de Coimbra.
Os Grupos convidados bem como o Grupo organizador, as Concertinas de Coimbra , para além da actuação em frente da Igreja de Santa Cruz, farão animação itenerante nas ruas principais guiados e identificados pelas nossas bailarinas do Grupo de Dança. O  Pátio da Inquisição, o Largo do Romal, o Largo do Paço do Conde, a Praça do Comércio serão locais a visitar pelas concertinas.”

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APBC - Agência para a Promoção da Baixa de Coimbra
Rua João de Ruão, 12 Arnado Business Center, piso 1, sala 3
3 000-229 Coimbra
Tel. 239 842 164  Fax. 239 840 242 Tel. 914872418
apbcoimbra@gmail.com
www.baixadecoimbra.com

AMANHÃ PODE SER VOCÊ!




"Idosos vivem sós e com pensões praticamente estagnadas em 40 anos"


"A pensão mínima de velhice é hoje apenas mais três euros do que há 40 anos, descontando a inflação, sendo Portugal o terceiro país da União Europeia com mais idosos a viverem sozinhos."

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

AMANHÃ, SÁBADO, HÁ ALMOÇO À BORLIÚ NO ROMAL





"Ex.mos Senhores:

A Agência para a Promoção da Baixa de Coimbra (APBC) está a preparar um momento diferente para o próximo Sábado, 1 de Outubro. Como o objectivo das actividades da APBC é dinamizar esta zona da cidade, julgamos fundamental fomentar o convívio entre as pessoas que aqui passam mais tempo. Assim, vimos convidar-vos para um almoço convívio no dia 1 de Outubro no Largo do Romal, pelas 13h00. O almoço (sem bebidas) oferecido pela Agência para a APBC espera reunir os comerciantes num ambiente de união entre todos. Vamos celebrar a Baixa de Coimbra e fazer por ela tudo o que pudermos.

Aguardamos confirmação da vossa parte através de 914 872 418 ou apbcoimbra@gmail.com.

Juntem-se a nós!



Atenciosamente,

A Direção da APBC"


APBC - Agência para a Promoção da Baixa de Coimbra

Rua João de Ruão, 12 Arnado Business Center, piso 1, sala 3

3 000-229 Coimbra

Tel. 239 842 164  Fax. 239 840 242 Tel. 914872418

 apbcoimbra@gmail.com

 www.baixadecoimbra.com 

O PCP PETRIFICADO NA SUA PRÓPRIA HISTÓRIA

«Segredo» da Fortaleza de Peniche, um dos monumentos que o Governo quer concessionar a privados



"O Governo quer transformar a Fortaleza de Peniche numa unidade hoteleira privada, assim como outros 29 imóveis classificados. O PCP denuncia mercantilização do património." 


Eis um bom exemplo do exacerbado egoísmo do PCP. Quem viu, há cerca de meia hora na SIC, as imagens de degradação em que está transformado o Forte de Peniche dá para avaliar a medida de outra forma. Lendo o título sem ver as imagens troca-se o acessório pelo fundamental. Com janelas e portas arrombadas, paredes degradadas, o monumento nacional parece estar inserido num cenário de um bombardeamento na Síria. Dá para ver, sem estranhar, que o PCP valoriza mais a sua própria história -Álvaro Cunhal esteve preso naquele presídio- do que o interesse nacional. Muitos parabéns ao presidente da Câmara Municipal de Peniche, correlegionário de Jerónimo de Sousa, pela coragem. Destes comunistas, que elevam o interesse da sua terra acima do partido, gosto. Uma enorme salva de palmas para este edil.  

O VÍDEO QUE ESTÁ A ABALAR ESPANHA -E QUE NOS DEVE FAZER REFLECTIR

A BAIXA VISTA DA MINHA JANELA

(Foto de Rita Osório)



TEXTO INICIAL DE MÁRCIO RAMOS.
SUBSCRITO A QUATRO MÃOS POR LUÍS FERNANDES


Antes de mais uma observação sobre a crónica escrita no blogue “O Quid pro Quo”. Diz o Luís que pode ser arrogante bem como mais uns nomes... sinceramente não acho. Vivemos numa democracia e devemos defender os nossos direitos, afinal democracia não é só nas eleições ir meter uma cruz num papel. Democracia é também interpelar o poder local camarário bem como o nacional, governamental, sobre situações que incomodam uma zona da cidade, pessoa ou várias pessoas.
Não temos só deveres, também temos direitos. Não servimos só para pagar impostos. Acho muito bem que bata a mão na mesa e reclame, só assim fazemos uma cidade mais digna para todos, assim como um pais melhor; até porque muitos políticos que elegemos, se não falarmos do que se passa e sem este conhecimento, muitos deles não saberiam. Há que mostrar ao poder eleito os nossos problemas, e a eles, por obrigação, cabe resolver dentro do possível.
Avançando para a situação que expôs, concordo consigo. Numa rua classificada, pela UNESCO, como Património Mundial, acho mal estar um grupo de pessoas com pouca apresentação. Só gera uma sensação colectiva de insegurança, para alem de outros problemas. A solução apresentada também é muito sensata, mas vivendo nos em liberdade, nada obriga o dono daquele prédio a ceder o rês do chão a alguém ou a alguma instituição.
Mas há mais alguns reparos a fazer no seu texto.
É sabido que os cães não bem tratados trazem consigo alguns problemas de saúde, desde raiva até pulgas e carraças. Se até o mais pobre cidadão é obrigado por lei a tratar bem o seu animal, quando tem um cão, a ter as vacinas em dia bem como um chip de localização, por que razão estes “nómadas” não tem mesmo tratamento obrigacional?
Outra questão se levanta, se um destes animais decide atacar uma pessoa de quem e a responsabilidade?
Tanto quanto sei, nenhuma lei em Portugal proíbe uma pessoa de andar suja, mal cheirosa, bêbada, ou por praticar a mendicidade. No entretanto, há uma norma no Código Penal que sanciona o atentado ao pudor -e pelos vistos, segundo o relato de comerciantes da Rua da Sofia, estes indivíduos, por várias vezes, já mostraram ostensivamente os órgãos genitais. É difícil fazer o enquadramento legal? É preciso testemunhas? Não deve ser muito difícil de conseguir. Pela forma como os operadores da artéria se manifestam contra este situacionismo, tenho a certeza de que não se recusarão a dar o seu testemunho. Bem sei que estaria criado um precedente, depois disto, se calhar, muitos estudantes iriam responder pelo mesmo crime. Coimbra, pela sua (a)cultura, é uma cidade especial e abrangida por certas prerrogativas. Vá-se lá saber por quê!?!
Depois, olhando para este caso e para outros, há coisas que não entendo. Não muito longe desse local, na Praça 8 de Maio, pessoas mais bem limpas que estes maltrapilhos e cuja irregularidade que se conhece é somente o facto de pedirem esmola. Dois casos que conheço, um deles relatado por si, o Luís Cortez, o cego que toca órgão, foi expulso desta praça. Outro caso que relato, é o de um pedinte que costuma lá mendigar, mas quando a policia aparece espanta-o, isto é, deixa de poder pedir, pois o agente não permite.
Porque há esta dualidade de critérios? Embora a lei não prescreva que é proibido esmolar, porque se escorraçam uns e não outros? Claro que a resposta está à vista: uns são mansos, até no obedecer, e, por o serem, são “empurrados” como animais; outros são brutos, no aspecto e nos modos, e são ameaçadores para quem os confronta. Para além disso, fazem-se acompanhar de cães -que, segundo declarações na rua, atiçam contra agentes da polícia.
Mas há mais: turistas. As Ruas Visconde da Luz e Ferreira Borges são caminhos de Deus. A Rua da Sofia é um trilho do Demo, do Inferno.
Pergunto: o que se espera para meter na ordem nestes nómadas? É que com este “deixa-correr” já não é só uma questão social, passou a ser, é também, um problema de segurança. Facilmente se extrai que as nossas polícias, com receio de violarem direitos, liberdades e garantias, deixam que meia-dúzia de energúmenos façam pouco do seu abnegado trabalho. Uma perguntita estúpida: se este caso se passasse junto à casa do senhor Comandante Distrital ou do senhor Presidente da Câmara Municipal o procedimento seria igual?
Parafraseando Rui Pragal da Cunha, “vá lá, senhores, chegou a hora! De escolher o seu par! Alguém pr'a amar!”, como quem diz, amem todos e não somente o que vos toca!

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

"O QUID PRO QUO" (TOMAR UMA COISA POR OUTRA)

(Foto retirada com a devida vénia da página de Rita Osório, no Facebook)


Mais do mesmo até que as autoridades competentes façam alguma coisa”
E todos os dias é o mesmo... Além do mau cheiro é a falta de educação que têm e o mau aspecto que assusta as pessoas... Infelizmente ninguém faz nada” -frases retiradas do Facebook.

O caso dos vadios que permanecem sentados na via pública, na Rua da Sofia, e que já há meses tem resvalado para os queixumes, como estes em epígrafe, por parte dos comerciantes e hoteleiros daquela via classificada, pela Unesco, como Património Mundial, como não tinha nadinha que fazer, deu-me para escrevinhar umas larachas de pouco interesse:

1 -Não sei se deveria estar a meter-me neste assunto, mas, como sou metediço, não resisto a enfiar a colherada.
Começo com umas ressalvas: não sou polícia, não tenho especial simpatia pelos membros do grupo de que se fala, nem percebo nada de direito. Mas, com todo o respeito pelas opiniões de outros, tenho uma coisa: quando estou mal, ou alguém me incomoda, trato directamente do caso. Como quem diz, começo por tentar sozinho resolver as coisas através do diálogo. Não dá? Não consigo? Se é assunto que interfere com vizinhos, formo um grupo e, juntos, vamos tentar desbloquear a situação. O grupo não consegue nada? Em seguida, escrevo às entidades competentes -ou apresento queixa. Estas não respondem? Sobretudo quando é assunto respeitante à cidade, apresento-me pessoalmente a pedir explicações para a inércia ao responsável administrativo. Não dá? Apresento o caso à entidade política que a superintende -vereador do pelouro, por exemplo. Não resolve? Tenho várias saídas: apresento-me na reunião do executivo municipal, na primeira reunião mensal, e cara-a-cara, digo o que me vai na alma. Continua tudo na mesma? Vou à Assembleia Municipal. Não resolve? Todos os meses me apresento no executivo com o mesmo propósito até já não poderem olhar a minha cara.
Pareço-lhe arrogante? É verdade, sim, sou mesmo. Se calhar até pior do que isso. Mas uma coisa lhe garanto: esta táctica dá frutos. Ao longo da última década fiz isto e algumas vezes, quase sempre, resultou.
Pareço-lhe que tenho a mania da superioridade? Tem toda a razão. Tenho mesmo -só para disfarçar o sentimento contrário. Deixe lá! Mas, passando a imodéstia, não tenho só isso. Conduzo a minha vida por dois princípios: chamar a mim a mudança e ser justo.
O primeiro, significa que a mudança do mundo começa em mim. Ou seja, não estou à espera que os “outros” -uma massa abstracta que não se sabe quem é nem quem são- resolvam um problema que é meu e de muitos mais. A revolução começa em nós. Demos nós o primeiro passo e outros nos seguirão.
O segundo, ser justo, quero dizer que não critico as autoridades, policiais ou políticas, sem ter a certeza de que estou a ser recto -imparcial, sobretudo para os políticos. Para além disso, quem me lê sabe que é assim, subjacente à crítica, em contraposição, apresento sempre uma solução que, a meu ver, me parece mais indicada. Isto é, não censuro apenas por censurar.
2 -Depois desta investida dura, e que está carregada de cagança, presunção e água-benta sem ser benzida, duvido que alguém continue a ler este desabafo. Mas como escrever não paga imposto, não tenho absoluta necessidade de alguém ler os meus gatafunhos, vou fazer de conta que você até está todo embalado e vou continuar.
E nada melhor do que fazer perguntas:

1.ª questão: identificar a acusação.

Um grupo de seis pessoas, mal-cheirosas, mal-vestidas e fisicamente mal-apresentadas, acompanhadas de vários animais, permanecem durante o dia sentadas num passeio público a beber vinho, e, por vezes, pedem moedas.

Dissecando a queixa com interrogações.

À LUZ DA LEI:

A) -Pode proibir-se um grupo de pessoas, mesmo emporcalhadas e assumidamente a cheirar mal, de permanecer na via pública?
B) -Pode proibir-se um grupo de pessoas, pelo facto de beber vinho, de permanecer na via pública?
C -Pode proibir-se um grupo de pessoas, por praticar a mendicidade, de permanecer na via pública?
D -Pode proibir-se um grupo de pessoas, por estar acompanhado de animais, de permanecer na via pública?

Quanto a mim -repito que não percebo nada de direito-, nas três primeiras premissas, ainda que esteja em causa o desvio da moral e da ética, a lei não contempla nenhuma sanção -aliás, a implicância desmesurada por parte das autoridades para o grupo pode vir a gerar problemas sérios para a polícia -a Amnistia Internacional adora estas intervenções policiais.
Já na quarta premissa, no tocante aos cães de acompanhamento, podem as autoridades averiguar se os animais estão vacinados e não expostos a maus-tratos.

Então, imaginemos, a PSP, acompanhada pela autoridade veterinária, actua em função da salvaguarda dos irracionais. Verifica-se que não está tudo em conformidade com os animais e aplica-lhes uma coima, ou, no limite, retira-lhes os acompanhantes. Resolve o problema da exposição pública destes vadios? Creio que não, porque, no dia seguinte os maltrapilhos apresentam-se e instalam-se no mesmo local mas sem os companheiros de quatro patas. E o “quid pro quo”, tomar uma coisa por outra, subsiste.
Então, a ser assim, é preciso atacar o problema de outro modo.
Voltamos às perguntas: estas pessoas instalam-se ali, exactamente naquele local, porquê?

-Adoram a Rua da Sofia?
-Os comerciantes e residentes gostam mais delas que chocolate? E os carinhos são tantos que nem sabem onde os colocar?

Não senhor. Nada disto. Este grupo permanece diariamente ali, precisamente naquele sítio, porque a loja está encerrada e o seu espaço em frente às montras está devoluto e pronto a ser ocupado.
Então o que é preciso fazer? Através da Câmara Municipal -esta servindo de mediadora- contactar o proprietário do estabelecimento e, nem que seja temporariamente com uma associação, dar vida ao espaço comercial. Imediatamente o grupo zarpa dali.
Dá um bocado de trabalho? Pois dá. É preciso tocar os serviços da edilidade como se toca um burro de carga a subir a montanha? Pois é! Mas, verdadeiramente, se querem resolver o problema têm mesmo de o tomar em mãos e, juntos, chamá-lo como interesse de todos.
Continuar a chutar a bola para canto -para os outros-, e acusar as autoridades de nada fazerem, a meu ver, não resolve nada.