sábado, 27 de maio de 2017

FALECEU O VITAL, DA PENSÃO AVIZ





Armando Manuel da Silva Vital, proprietário da Residencial Aviz, situada na Avenida Fernão de Magalhães e em frente à sede de Junta de Freguesia de São Bartolomeu, faleceu por doença nos HUC, Hospitais da Universidade de Coimbra, onde se encontrava internado há cerca de um mês.
O Vital era um calcorreante diário destas pedras milenares que atapetam o chão das ruas e ruelas da Baixa de Coimbra. Muitas vezes, nos nossos passeios a pé, à noite, nos encontrámos e, numa simpatia que lhe era muito intrínseca e peculiar, nos cumprimentávamos com cordialidade.
Foi com desagradável surpresa que soubemos hoje da partida repentina do Armando. Não conseguimos saber a sua idade, mas estou em crer que o Vital teria à volta de 60 anos -o que quer dizer que a vida, permitindo que a morte lhe saísse ao caminho precocemente, não foi muito generosa. Mas é assim, como não existe Livro de Reclamações, temos todos de aceitar o triste desfecho sem um queixume.
O corpo do saudoso extinto encontra-se em câmara ardente no Centro Funerário Nossa Senhora de Lurdes onde amanhã, domingo, pelas 12h00 se realizará a festa da palavra e seguidamente o funeral para o Crematório Municipal de Coimbra, em Taveiro.
À família enlutada, sua esposa, filhos e outros próximos em laços consaguíneos, em nome da Baixa, se posso escrever assim, os nossos mais sentidos pêsames.


BAIXA: ASSALTO AO AMANHECER

(Foto de arquivo)




Por volta das 07h00, Jaime Lobo, de 85 anos, um antigo professor e treinador dos infantis da Académica de Coimbra e desde há vários anos dedicado ao coleccionismo com um pequeno estabelecimento na Praça 8 de Maio, foi assaltado na Praça do Comércio.
Como hoje é dia da Feira de Velharias, o Jaime Lobo, como faz há muitos anos a esta parte, parou o seu carro em frente à Igreja de S. Tiago e preparava-se para descarregar e expor os seus artigos para vender ao público durante o dia. Foi então que pelas suas costas, não sabendo de onde surgiu, um homem lhe apertou o pescoço, em tesoura, e lhe roubou o porta-moedas e a carteira com documentos e cerca de 100 euros. Segundo o próprio, “foi tudo muito rápido, nem me dei conta de onde veio o gatuno. Só sei que me senti aprisionado pelas costas. Em tom de ameaça, pediu-me a carteira. Ainda tentei dar-lhe só o porta-moedas, por causa dos documentos, mas ele retirou-me também a carteira e desapareceu rapidamente.”
Felizmente, para além do susto, da perda dos documentos e dinheiro, o Jaime Lobo, talvez porque colaborou, não ficou ferido, o que, pela amizade e reconhecimento que lhe devemos, nos deixa um pouco mais descansados.

NÃO HÁ UMA SEM DUAS

Também durante a manhã deste sábado, levemente nublado e a balouçar entre o cinzento-claro e escuro de carga de água, uma outra carteira de outro vendedor, com cerca de 300 euros, desapareceu. Ao que parece, o expositor, inadvertidamente, por distracção e esquecimento, deixou a bolsa à mão de semear na banca de outro colega. Quando voltou atrás já era tarde. Mais que certo já fazia parte de um qualquer comprador menos escrupuloso.
Cerca do meio-dia, por entre os vendedores, o sentimento de insegurança perpassava de boca-em-boca. Sabendo nós que, estando a procura em queda há vários anos, o bom negócio é cada vez mais raro e as despesas certas -já que muitos chegam a deslocar-se de Lisboa e Porto-, facilmente se entende o sentimento colectivo de desânimo.

QUE DEUS NOS PROTEJA

Já há muitos anos que, aqui no blogue, se escreve que esta Feira de Velharias, iniciada em 1991 e uma das mais antigas do país depois da Feira da Ladra em Lisboa, está entregue ao Deus dirá e precisa de uma grande mexida. Paulatinamente, por parte da Câmara Municipal e PSP, parceiros fundadores e predominantes no destino do certame, vai-se assistindo a um continuado abandono. Estão a matar a feira de antiguidades. O resultado é esta alegoria, que deveria ser acarinhada enquanto festa que serve de motor para revitalizar a Baixa, estar a encolher o número de participantes de mês-para-mês. É preciso clarificar o que se quer fazer da Praça do Comércio.
Penso que fica claro que não se pretende fazer um aproveitamento abusivo destes acontecimentos que toca a segurança de todos, mas, a nosso ver, se não noticiarmos, como já estamos habituados, nenhuma entidade moverá um dedo para remediar seja o que for e alterar o que está mal.
Há uma década que, progressivamente, a Baixa, no que toca à segurança de pessoas e bens, foi ficando entregue à sua sorte -a instalação das câmaras de videovigilância foi um acto político só para calar os dissidentes e, de facto, nunca funcionou com eficácia. Instaladas em 2008, foram um flop completo. Foi sempre o tapar o Sol com a peneira. Com ou sem vigilância digital, tudo continuou igual. Foi para eleitor ver. É a teoria do copo-cheio, copo-meio-vazio.
Por parte da PSP, há muito que deixou de se fazer prevenção. É depois do fogo posto que esta polícia de segurança pública, como corpo de bombeiros, acorre para acudir. Cada privado, na defesa da integridade ou de bens materiais, que se desenrasque pelos seus próprios meios. Que não esteja à espera do Estado para que este desenvolva esforços para proteger a propriedade. Os custos de manutenção são para os proprietários, os proveitos, através de IMI e outros impostos, são para a administração fiscal. Claro que o resultado final disto tudo é o de só perde quem tem.
Provavelmente, digo eu, só não acontecem mais assaltos na Baixa porque os salteadores, crentes e bons católicos, serão pessoas de boa consciência e não querem desgraçar ainda mais os pobres comerciantes.
Talvez os operadores não saibam mas é a Deus que devem a graça de, apesar destes acasos acontecerem de vez em quando, a Baixa continuar a ser um lugar muito seguro. Se dependesse dos organismos públicos a sua segurança, pela deserção de policiamento, bem podiam pensar em mudar de actividade.

sexta-feira, 26 de maio de 2017

EDITORIAL: COIMBRA TEM UM ENCOSTO?

(Imagem de Leonardo Braga Pinheiro)




Há muitos séculos que se consta que Coimbra está endemoninhada. Ao longo do tempo, quer os eclesiásticos, quer os bruxos, quer os estudiosos da matéria todos sempre coincidiram num ponto: o diabo anda por aí, está por cá instalado, pode encarnar em várias personagens ou entidades que conhecemos e nos são próximas, mas o problema propriamente dito não recai na entidade maléfica mas sim nas muitas forças negativas que andam por ai à solta.
Pelo menos, ao longo dos últimos cinquenta anos, estando os fenómenos publicamente elencados, mas nunca totalmente explicados à luz de uma racionalidade crítica e científica, todos nos habituámos a conviver com eles harmoniosamente e, apesar do desassossego, nunca, como até agora, aconteceu realizar um congresso sobre parapsicologia que verdadeiramente se debruçasse sobre a matéria paranormal que assombra a cidade.
Graças a alguns cardeais exorcistas já venerados nas capelinhas e outros recentemente convertidos à causa parapsicológica que se fizeram anunciar, em Outubro, próximo, vamos ter um simpósio que se espera ser o mais comparticipado.
Apesar de ainda faltarem quatro meses, os ex-comungados andam por aí a levantar o oculto, alegadamente à vista de toda a gente, e a pregar a expulsão do demónio. Ainda não aconteceu a dobra de garfos e colheres – na linha de Uri Geller- pela força da mente, mas a cada dia que passa ficamos a saber mais dos segredos obscuros que, apesar de conhecidos, reconhecidos e recalcados no inconsciente colectivo, supostamente estariam enterrados no seu âmago -assim como as talhas romanas recentemente descobertas.
Num misto de renegados, em ironia, descrédito e superstição, fazendo-nos sorrir pela falta de convicção retratada, levantam o dedo acusatório ao demo causador de todos os males: o pretor urbano instalado na Praça 8 de Maio.
O encosto-maior, consequência de uma dominação absolutista de subserviência secular, está também identificado praticamente por todos -menos um por razões familiares que se entendem: a Universidade. Em boato de ruela estreita, aventa-se que desde que este grande colégio de estudos superiores perdeu o seu prelado estatutário, por volta dos anos de 1940, nunca mais deixou de estar malignamente acompanhado em espírito satânico. Talvez por isso se entenda, ao longo das últimas décadas, a indecente repetição de apelidos no seu corpo docente.
Ademoniomania” está inventariada e todos censuram as manifestações perniciosas de Satanás que condena Coimbra ao obscurantismo das trevas de Belzebu. Diz-se em surdina, como mandam os cânones, que a diocese local, por ordem superior da Santa Sé e através da Congregação para a Doutrina da Fé, proclama e apoia o reforço contra as forças do mal notadas na visível e acentuada discriminação da urbe por esta não ser contemplada nos grandes investimentos do Orçamento Geral do Estado. Por outro lado, e tão grave como tudo mais, por não sentir e não partilhar do crescimento económico nacional noticiado aos quatro ventos. Diz-se ainda que Francisco, o chefe-mor da igreja Católica, recomenda o uso e o abuso do apostolado pelos exorcistas, mesmo que sejam comunistas, é a favor da libertação dos possessos e considera ser uma tarefa fundamental da Igreja. Ao que parece o Papa não se deixou convencer pelas últimas políticas municipais de sinalização e reabilitação dos Caminhos de Santiago e de Fátima, incluindo a criação de um centro para peregrinos.

MAS, AFINAL, O QUE DIZEM OS EXORCISTAS?

Um diz que é preciso libertar a polis do jugo demoníaco que os governos centrais exercem maleficamente e, com esta iniquidade e desrespeito, provocam um desequilíbrio em todo o centro do país.
Outro, sem esquecer a sua matriz vermelha, está muito preocupado com as elites coimbrãs -e de facto, como a dar-lhe razão, hoje um jornal local, numa feira de vaidades, dedica 8 páginas com fotografias dos mais bem-quistos na cidade do Mondego.
Outro, ainda, diz que “devemos fazer uma análise SWAT (Armas e Táticas Especiais) e, de uma vez por todas, encontrar soluções para o futuro e uma dessas soluções passa por deixar de dizer que somos os melhores”.
Outro, mais, em quatro anos de feliz convivência entre as cores rosa e vermelho, só agora, neste tempo de exorcismos, descobriu que os mais de mil funcionários da edilidade cultivam um clima de medo.
Outro, mais ainda, defende a prossecução e realização do projecto metro ligeiro de superfície na cidade, sabendo que vários estudos de viabilidade feitos no anterior governo de Passos Coelho indicam que se for levado avante estaremos a hipotecar o futuro dos nossos netos. Pugna ainda pela recuperação da Baixa comercial... mas é a favor da instalação do IKEA no Planalto de Santa Clara.

E QUANTOS (POBRES) DIABOS EXISTEM NA CIDADE?

Segundo uma leitura recente que fiz numa revista do Século Ilustrado de 07 de Março de1986 -e onde fui buscar a inspiração para este texto-, desde Lucifer, Belsebu até Astarot, haverá cerca de 1758 milhões de nomes para a mesma entidade satânica que apelidamos vulgarmente como Diabo. Citando o Vaticano, diz ainda a popular revista já desaparecida do mundo das publicações vivas que o problema não reside unicamente na entidade mas, “sobretudo, porque muitos grupos e seitas carismáticas se dedicam à prática do exorcismo, caindo na rede de insidias do demónio. Há que ter em conta que em cinco mil casos de alegadas possessões demoníacas, só duas ou três são verdadeiras. As outras são fruto de neuroses e de demoniomanias -uma doença difundida por certos movimentos de falsa espiritualidade.
Continuando a citar o Século Ilustrado, “É preciso não esquecer que o diabo lê o pensamento e fala línguas desconhecidas. Sobretudo conhece e explora as debilidades de cada pessoa, manifesta-se não só através de vómitos de substâncias horríveis (…) mas também através de coisas belas e graciosas, como músicas deliciosas, mulheres esplêndidas, pinturas extraordinárias, revelações de coisas desconhecidas ou acrobacias fantásticas.
Claramente Coimbra não tem só um encosto espiritual que suga as energias de quem cá vive, traz desequilíbrio emocional e gera conflitos com a sua personalidade e com as pessoas ao seu redor. Depois do exposto, ficamos a saber que, apesar de já terem um bom encosto, anda muita gente a tentar encostar-se à cidade.
Não é necessário escrever mais nada, pois não?

quinta-feira, 25 de maio de 2017

UMA IMPORTANTE VITÓRIA DA CPPME



Alteração ao Imposto de Selo

A CPPME, Confederação Portuguesa das Micro pequenas e Médias Empresas, informa todos os seus Associados da importante vitória conseguida com a correcção da medida sobre as comissões cobradas pela banca nas operações de pagamento.

Desde fevereiro que o PS, PCP e BE souberam ouvir a reclamação da CPPME e, com a aprovação do Projecto Lei apresentados por estes partidos que a Confederação aguardava pela conclusão deste processo legislativo.

Com a publicação em Diário da República da Lei 22/2017, de 23 de Maio, fica clarificado, definitivamente, que a verba 17.3.4, da tabela Geral do Imposto de Selo, que cobra uma taxa de 4%, deve ser um encargo da Banca.

Com a publicação desta Lei, a partir de 24 de Maio 2017, as instituições financeiras estão proibidas de cobrar a taxa de 4% sobre as comissões, pela  aceitação de pagamentos com cartões de débito e de crédito.

Seixal, 24 de Maio de 2017

O Gabinete de Imprensa da CPPME”

terça-feira, 23 de maio de 2017

O MARKETING DAS REDES SOCIAIS NUMA CIDADE TODA VIRADA PARA O TURISMO




I'ts a beatiful day and i can not see it”, está um lido dia e eu não posso vê-lo, foi a mensagem criada para um vídeo que deu a volta ao mundo em milhares de visualizações, há cerca de quatro anos. E se teve sucesso nas redes sociais, porque não trazer a técnica de marketing para as ruas de Coimbra? Provavelmente, alguém teria passado a ideia inspiradora ao cego António, um invisual que há muitos anos assentou arraiais na Baixa, entre a Igreja de São Bartolomeu e a Praça 8 de Maio, e nos últimos tempos estacionou no cruzamento das ruas Eduardo Coelho e das Padeiras.

sábado, 20 de maio de 2017

FALECEU O "ZÉ" NETO




Foi hoje a enterrar o “Zé Neto”. O Neto, com longa carreira na restauração e com provas dadas no famoso restaurante com o mesmo nome na Rua das azeiteiras, foi um empresário que muito dignificou a Baixa e o Centro Histórico.
À família enlutada, nesta hora de sofrimento e dor, em nome da Baixa, se posso escrever assim, os nossos sentidos pêsames.