sábado, 18 de fevereiro de 2017

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

PELO SIM PELO NÃO, O MELHOR É NÃO CONFIAR...

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(Imagem da Web)





Depois de anunciada, na semana passada, a Petição Pública para se conseguir reunir, pelo menos, 4000 assinaturas e “forçar” a Assembleia da República a discutir a essência da subscrição e, com essa acção parlamentar, influenciar o Governo e levá-lo à sua concretização, pelos jornais locais e pela boca da secretária, ficámos a saber que o “Novo Palácio da Justiça é “prioridade do Governo” -in Diário de Coimbra (DC).
Continuando a citar o DC, “A secretária de Estado Adjunta e da Justiça adiantou, ontem, que a tutela não tem dúvidas quanto ao avanço da construção de um edifício de raiz para acolher o Palácio da Justiça, em Coimbra. “Para nós, é, de facto, uma prioridade” garantiu Helena Mesquita Ribeiro, à margem da cerimónia de tomada de posse do novo presidente do Tribunal da Relação, acrescentando que, na próxima semana ou na primeira semana de Março, regressará a Coimbra para definir uma solução quanto à localização.
Enquanto subscritor da petição, por este anúncio da secretária de Estado da Justiça, deveria jubilar com a notícia. Há um porém, não acredito na verdade contida nestas palavras. Oxalá me engane, mas, tendo em conta o tempo de eleições que se aproxima, como os conimbricenses estão habituados, estamos perante mais uma promessa vazia para “boi dormir”. A última, e também saída de um governo socialista, foi a de José Sócrates, em Dezembro de 2009, quando mandou levantar os centenários carris na linha da Lousã e para substituir por um moderno transporte ferroviário. O resultado foi o que se viu. Passados cerca de 150 milhões de euros gastos em coisa nenhuma, a linha lá continua abandonada e com o Estado, subvencionando carreiras privadas, a assegurar o legítimo transporte às gentes residentes além-Ceira, passando pela Lousã e até Serpins. Como se sabe, há poucas semanas, foi também discutida a Petição Pública para a reposição da linha férrea, na Assembleia da República. A Lisboa foram vários autocarros cedidos pelas autarquias de Miranda e Lousã para transportar pessoas. O que fez o actual executivo da Câmara Municipal de Coimbra, cidade que também é parte interessada? Nada. Ignorou o movimento como se este assunto não lhe dissesse respeito. Mas não se pense que tudo começa e acaba em sintonia de cores políticas. Não senhor! Curiosamente já no tempo de Carlos Encarnação e Barbosa de Melo, anteriores edis eleitos para o paço municipal, o procedimento foi igual. Ou seja, talvez em maldição da Avenida Central, em face das idas ao Parlamento, Coimbra fingiu que não se passava nada. Foram sempre olhos cheios e vozes vazias. Como se a falta do comboio não fosse mais uma machada na degradação do movimento comercial da Baixa e da cidade.
Repito, oxalá esteja profundamente enganado mas, nesta questão da construção do tribunal, são mais umas frases ocas para se levar à manipulação do voto e para mais uns quantos apaniguados acreditarem numa cidade que, tendo em conta o antecedente, quer pelos governos PS quer PSD/CDS, se transformou na “Capital da Obra Adiada”.



segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

UM COMENTÁRIO E UMA RESPOSTA...

(Imagem de Leonardo Braga Pinheiro)



Anónimo deixou um novo comentário na sua mensagem "UM COMENTÁRIO RECEBIDO E UMA RESPOSTA...":


S
im, de facto defendo que a Câmara Municipal não deve ceder nenhum espaço de graça na Baixa a nenhum músico, ou qualquer outro profissional, de qualquer área, para ganhar a vida, por razões que tenho pena que não entenda.



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RESPOSTA DO EDITOR

Começo por lhe agradecer, neste segundo comentário, sobretudo a clarificação de que falamos a mesma linguagem de “colega” para “colega”, ou seja, de político para “político” -claro que estou a tentar dar algum humor à coisa. Não se abespinhe comigo, até porque, como sabe, conhecemo-nos e respeitamo-nos.
Voltando à “vaca fria”, como quem diz ao assunto propriamente dito, meu caro amigo, se permite o desabafo, a diferença que nos (des)une é que eu escrevo com amor, pensando muito bem antes de plasmar uma frase, com convicção na defesa do que afloro -acrescento, por ter demasiado tempo para o fazer. Atrevo-me a acrescentar: “infelizmente”. Antes tivesse muito trabalho e menos folga. Já o caro colega, inerente pela função que desempenha e pelo pouco tempo que lhe sobra, a meu ver, habituou-se a ler os textos transversalmente. Primeiro olha para o tamanho e esquece a qualidade -erro de homens, está de ver. Prosseguindo na explanação, a consequência de se ler saltando frases é, na maioria das vezes, irreversível: passa-se por cima da essência e dá-se importância ao acessório. Ou seja, acaba-se sem perceber o que raio queria o mentor da crónica. E foi o que lhe aconteceu aqui. O amigo virtual, com sua licença e respeito que nos une, não percebeu patavina do que escrevi. Eu não defendi no editorial que se desse guarida, protecção, jeito, ao músico (grande, por acaso, que é Fernando Meireles). O que eu defendi nesta peça, e em outras com o mesmo teor, é que se desse um espaço para o mestre (re)criador da sanfona. Uma sala para o grande construtor de instrumentos musicais que é o Fernando. Sabe qual é a diferença? É que nem todos os músicos são construtores exímios como é o Meireles. Este homem simples, humilde, amigo do seu amigo, é dois em um. Aqui reside a diferença. E sabe porque voltei, mais uma vez, a bater no ceguinho? Porque, a meu ver, é claro, a autarquia onde se insere, nunca foi muito forte em defesa da cultura local -nem mesmo com o desaparecido Mário Nunes, que teria muitos motivos para o ser. O pelouro da cultura camarário esteve sempre mais virado para a festinha do dia que corre -para entreter as hostes no presente- do que preocupado com o futuro e em deixar história de conhecimento, em transmissão assente nos seus operários, do saber fazer nas artes e ofícios tradicionais.
Percebeu agora?
Não precisa de agradecer. Homessa! Os amigos são para as ocasiões. Quando precisar de qualquer esclarecimento adicional é só dizer.



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Anónimo deixou um novo comentário na sua mensagem "UM COMENTÁRIO E UMA RESPOSTA...":


Obrigado pela disponibilidade para continuar a esclarecer-me, Luís Fernandes. Aproveito então para dizer que não entendi nada do que disse. Não vale a pena insistir que o Fernando Meireles é um grande músico e construtor de instrumentos, porque já estou convencido. Ele diz que queria um espaço na baixa para ensinar, o Luís adianta que esse espaço seria cedido pela Câmara Municipal. É para uma escola de música e construção de instrumentos musicais?

sábado, 11 de fevereiro de 2017

UM CURSO GRATUITO A NÃO PERDER

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(Imagem da Web)



A Agência para Promoção da Baixa de Coimbra em parceria com o CEARTE estão a organizar uma formação em Vitrinismo – Metodologia de Projecto que decorrerá aos Sábados (14h00-18h00) entre 18 de Fevereiro e 8 de Abril com previsão de realização nas seguintes datas:

As primeiras aulas em 18 e 25 de Fevereiro. Com formação seguida nos dias 4,11 e 18 de Março. O último ensinamento no curso será nos dia 1 ou 8 de Abril. 

Esta Formação é dirigida a todos os comerciantes do Centro Histórico de Coimbra e será gratuita. O mínimo de inscrições será de 15  e máxima de 30 formandos.
Solicitamos aos comerciantes interessados que nos informem da intenção de participar até ao próximo dia 15 de Fevereiro, quinta-feira, através do e-mail apbcoimbra@gmail.com ou do telemóvel 914872418.
Segue em anexo folheto de divulgação.
Atenciosamente,

Carina Alves
--
APBC - Agência para a Promoção da Baixa de Coimbra
Rua João de Ruão, 12 Arnado Business Center, piso 1, sala 3
3 000-229 Coimbra
Tel. 239 842 164  Fax. 239 840 242 Tel. 914872418
apbcoimbra@gmail.com
www.baixadecoimbra.com

UM COMENTÁRIO RECEBIDO E UMA RESPOSTA...




Anónimo deixou um novo comentário na sua mensagem "SANTOS DA CASA...":



Não entendo. E quem lhe daria o tal espaço na Baixa? Não é o único músico com talento a querer ensinar e ganhar a vida, em Coimbra, acho eu.


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NOTA DO EDITOR

E com essa preocupação e prossecução do bacoco igualitarismo, para não dar a todos, para não prejudicar qualquer músico, não se atribui relevância a qualquer um.
Espectáculo, caro político anónimo! Espero sinceramente que o eleitor comum, aquele que vai votar de aqui a meses, entenda a sua (i)racional explicação de vistas curtas!

SANTOS DA CASA...





Fernando Meireles, instrumentista, estudioso da música tradicional portuguesa, e construtor de tudo o que repercuta som musical, desde a sanfona, viola, guitarra, cavaquinho, concertina , está em vias de deixar Coimbra e rumar a Terras de Vera Cruz, juntamente com o seu habilidoso herdeiro Fernandito, um anjo supertalentoso a tocar violino. Meireles foi convidado pela organização da Tapera das Artes, uma instituição brasileira dedicada a projectos sociais onde a música e as artes no seu todo são a torre campanária para unir o social, com sede em Aquirás, em Fortaleza, no Brasil.
O que quero dizer com esta introdução é que a cidade, em procedimento que já nos habituou, continua a assobiar para o lado, num deixa-correr cego e atrofiante, a não cuidar dos obreiros que podem levar à transformação e a desperdiçar vocações que outros aproveitam.
Já escrevi tantos textos sobre este assunto que acabo a auto-citar-me, há cidades que não merecem os artífices que têm. Sem explicação racional, como a parecer que pelo seu intenso brilho imanente projectam uma sombra sobre os medíocres, são ostracizados e, por maior talento e riqueza que possam espalhar para desenvolver o meio em que estão inseridos, são abandonados à sua sorte. E chutados para canto.
Coimbra, a outrora denominada capital da cultura, é sem dúvida qualquer um destes burgos. A Lusa Atenas detém no seu seio um dos maiores e afamados construtores de instrumentos, desde a guitarra portuguesa, ao bandolim, à concertina, ao cavaquinho, à viola toeira e até à recuperação e recriação da sanfona, um aparelho medieval que estava esquecido e poucos exemplares haveria entre nós para memória futura. O Fernando Meireles, artesão, investigador, músico de talento indiscutível, membro do grupo “Os Realejo”, e que já tocou com Júlio Pereira, Pedro Caldeira Cabral, Amadeu Magalhães, é um exemplo vivo de que a cidade que o alberga não o merece. Quando o seu “know how”, o seu saber fazer, deveria estar ao serviço da comunidade, na Baixa, num prédio camarário, e a ser aproveitado como professor de construção de instrumentos de artes e ofícios, o que se constata é o oposto, está a trabalhar numa sala esquecida da Associação Académica de Coimbra.
O Fernando, em confidência, vai-me dizendo: “ó pá estou dividido, meio baralhado. Por um lado, pelo Fernandito, o meu filho, para que ele chegue ao topo, é bom que eu deixe Coimbra e rume além-atlântico e vá para o outro lado do mar, mas sabes?!, esta é a minha terra, tenho casa, tenho aqui os meus amigos – e o puto também. Não sei o que faça. Por um lado, o convite para a internacionalização do Fernandito é tentador, por outro, aqui, em Coimbra, por parte das entidades públicas, ninguém me liga. Conheces-me bem, sabes que não estou a dizer isto por necessidade de pedinchar seja o que for, e tens conhecimento de que, porque tenho bons preços, trabalho não me falta, mas, confesso, gostava de ter a possibilidade de ter um espaço aqui na Baixa e ensinar. É um sonho, não é a primeira vez que te falo nisto.”
Para não dizer uma pena, é triste verificar que, por falta de visão holística, do todo, os políticos que exercem o poder local percam uma boa oportunidade de serem úteis e neguem o conhecimento aos vindouros.
Vale a pena pensar nisto?

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

FRASES PARA PENSAR...

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(Imagem retirada da Web)



Dizemos que os seres humanos são maus ou que a mente é venenosa, e é por isso que não há amor a fluir nas nossas vidas. Não é a mente que é venenosa; aqueles que a consideram venenosa é que envenenaram o amor e não permitiram que ele nascesse. Nada no mundo é venenoso. Nada é venenoso em toda a existência; tudo é um néctar. Foram os seres humanos que transformaram todo este néctar em veneno, e os maiores culpados são os supostos professores, os supostos homens santos, os supostos homens religiosos.” -OSHO, in livro do Sexo à Superconsciência